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janeiro 23, 2011

Decepções Literárias, #2 NAN e Bloqueio

Monstros, monstros, onde vocês estão? 

Aparentemente, de acordo com a quantidade de comentários, os únicos posts desse blog que prestam são os que falam de literatura. Fazer o quê? É de interesse, faz sentido, afinal, diários não vendem, certo? Enfim, só por isso, vou piorar. Vou falar das decepções literárias. 

Sabe aqueles livros ou comunidade de livros que você vê por aí, e pensa "Uau, talvez gastar meu tempo lendo isso pode valer a pena!". É, eu sei que você faz isso, eu faço. Eu pego um livro por aí, acho a sinopse interessante, e se for publicado, não tiver traduzido no Brasil, eu pego o e-book. Se não for publicado, eu acho um jeito de arrumar o e-book assim mesmo, porque eu sou foda, né?

Aí eu leio, dependendo do livro, leva dois dias, ou uma semana, porque né. E no fim, eu geralmente fico "Eu gastei cinco dias da minha vida lendo essa porra?"

É decepcionante. Principalmente quando se trata de autores nacionais. Você está lá, invisível, acompanhando o progresso da coisa e no fim, vira merda. Principalmente nesses livros do orkut, sabe? Na comunidade, alguns poucos são gerados de plágios de mangás ou outros livros estrangeiros. Eu vou aconselhar alguém? Não, se vira, porra, você fez a merda, agora lide com ela. Eu vou dar exemplos? Não, se o autor de um desses 'plágios' ler esse post, que eu duvido, saberá que isso foi para ele. 

Não vou nem comentar sobre o plágio de tópicos. A Pat de Rubro tá sentindo na pele isso.

Mas os 'plagios' não são os únicos. Há a falta de criatividade e má escrita. Exemplo? Mandy Porto. Quem leu o prólog e/ou o livro Sussurros de uma garota apaixonada sabe do que eu estou falando. Eu não gosto da Meg Cabot e a maneira que ela escreve, mas plágio da Cabot? Mandy ur doing it right.

E tem também os que você lê porque tem criaturas que você  gosta e o gênero é legal, mas você simplesmente pára num ponto e empaca. Exemplo? The Burns. É, eu disse! E daí? Eu não sou a maior fã de The Burns, e estou pouco me lixando se é companheiro de editora, eu não sou paga para dizer doces. Não, nem sou paga, aliás. E também não sou sincera, eu falo a 'minha' realidade e, de vez em quando, a de outros. Acontece que, antes da autora de The Burns deletar o tópico de textos da comunidade do livro, eu li. Até certo ponto, claro, capítulo nove, se não me engano e empaquei lá. Não consegui sair, simplesmente parei lá. Claro que a história, de acordo com a autora, não estava revisada (Eu percebi isso, aliás) e não era a que ela mandaria para as editoras. 

Mas não gostei, não. Pode acontecer de pegar o livro publicado (Se eu comprar, claro)  conseguir ler e no final gostar. Pode acontecer, é tão provável quanto eu desenvolver câncer de pulmão ou laringe como conseqüencia do cigarro daqui a alguns anos. Claro, claro. Pode acontecer. 

E os autores internacionais? Livros que são publicados aqui e fazem o maior sucesso?  As minhas decepções? Cabot, Meyer, as Cast. L. J. Smith, a autor de Imortais da Intrínseca, a de Morganville Vampires, Vampire Kisses, Storm Lords, e uns outros que eu não me lembro agora.

Agora deixando os NAN e das decepções literárias de lado, eu gostaria de falar de algo que te aflingiu, ou irá um dia: Bloqueio. 

Bloqueio é quando você não conseque continuar. Você está parado num ponto da tua história e simplesmente olha para ela e fica "Como eu vou sair desse inferno?" É bem assim, quem teve, sabe a verdade que eu digo. Quem terá... Prepare-se, se fodeu. Dependendo do seu bloqueio, você pode ficar de dias a meses encarando o Word com cara de cu. 

Eu não digo que eu tenho bloqueio o tempo todo, acontece que eu sou preguiçosa e acabo deixando meus projetos de lado.

Mas de qualquer forma, antes de soltar a cadela nos comentários, lembre-se que eu tenho todo o direito a uma opnião, assim como você. 

Da sua diva e semeadora da discórdia.

janeiro 12, 2011

Vermilion

Hell, yeah. 

Eu disse no post dos NAN que eu também era uma. E aí vai a prova: Vermilion.

Vermilion é o meu debut book, por assim dizer, meu livro de estréia. Só meu, então Elas Escrevem e Histórias Liliputianas não contam, pois apenas um conto em cada é meu. Então voltamos para o lindo vermelho. Eu não gosto de dizer que eu escrevi Vermilion e sim que ele se escreveu sozinho. Ele não é um livro sobre uma história só. São vários contos e vários poemas que eu selecionei minuciosamente, juntei e formei o Meus Mortos. 

Sim, Meus Mortos, esse era o nome original. Meus textos porque eles são mortos, então meus mortinhos.Eu sempre achei que meus textos eram mortos, sabe? Eles são bonitinhos 'por fora', mas por dentro são uma merda. Daí "Meus Mortos".

Eu estava tão focada na idéia de mortos, meus mortos, que a primeira imagem de Vermilion é uma mão saindo saindo do chão. Claro que essa idéia, levemente modificada, sempre foi a minha idéia para a capa, se um dia eu chegasse a lançar. Sinceramente, eu ainda espero que a capa tenha algo a ver com essa idéia, mas eu não sou filha da puta de pedir demais, enfim. 

Voltando a Vermilion. 

São 33 poemas, e acho que 19 contos. Há alguns nanocontos espalhados, mas são poucos. Bem, poucos perto dos que eu escrevi. Mas o que eu queria dizer é: Eu já escolhi o conto para postar para vocês. O conto se chama Poses Mortas e Violentas, e está na parte sobrenatural do livro. Ou seja, sim, vampiros. Ele foi escrito ano passado para um concurso literário. No fim não deu certo e cá está ele.


Ah é isso, quem quiser adicionar Vermilion no Skoob, à vontade. Está sem sinopse, mas acho que hoje resolvo esse problema.

Da sua diva e semeadora da discórdia preferida.

janeiro 08, 2011

#1 ~ NAN e as Editoras

Novos Autores Nacionais. 

Eu sempre quis fazer um post para esses lindos monstrinhos. Por que eles são, certo? Esses NAN surgem do nada, do nada mesmo, brotam da terra fugindo do inferno, e POW já tem uma comunidade no orkut para a história deles. Não levem isso como um insulto, estou falando do meu jeitinho filho da puta. Só isso.

Eu sou uma NAN, não tenho necessariamente muito orgulho disso, mas aí já é outros 500. Eu comecei a minha carreira com 11 ou 12 anos. Com 15 eu tinha três livros completos. Hoje eu tenho mais que isso, mas não pergunte e eu não minto. Não sei se você que está lendo isso entendeu o meu ponto, mas o que quero dizer é: nós somos jovens. Muito jovens.

Como a Patrícia Camargo, autora de Rubro, que tem 15 anos e já está no terceiro livro da série. Thaís Mendonça, cheia de projetos como Spirit Away e Divine, Shagan, Lovely Creature, e Elf's Heaven, e tem apenas 17 anos. A autora de Academia Asas da Noite começou com 15. A Carol com outras maravilhosas histórias também começou com 17 e já tem um livro pronto. A B começou com 16 e escreve a sua série Filhas da Noite. Ou como Kampos, o autor de Vinganças de Sangue e Marko e Emily ~ Amor Macabro, que tem apenas 30 anos e já está assinando contrato com a Editora Arielli, e terá seu Vinganças de Sangue lançado em outubro de 2011. Ou então Gutemberg Fernandes, o autor de Contos Perdidos de Mórien com apenas 20 anos e já vai nlançar seu livro também em 2011. Outros autores como Mandy Porto, Luíza Salazar, Nessie Araujo de Arelli, Carol Farias de O Destino do Amor, Kami Girão de Yume e dezenas de outros.

O que acontece é, o mercado e as editoras estão, finalmente, dando o ar que os escritores precisam. Os que eram anônimos, estão conseguindo sair do anonimato através de blogs literários. Parece bem fácil, só falar assim, mas porra, não é. Os leigos pensam que nós simplesmente escolhemos uma editora ao acaso, conversamos com eles e mandamos os manuscritos das nossas obras. E fim! Eles publicam. Ah, amigo, eu queria que fosse tão fácil.

Nós sofremos como condenados, revisamos as nossas obras, revisamos novamente, mandamos para uma editora ou várias ao mesmo tempo e esperamos. Algumas mandam um e-mail, após meses, recusando e com muita sorte, dando uma crítica fundamental, nos indicando um caminho para melhorar a obra. Outras nem se dignam a nos enviar um "Alô, gostamos do seu livro." ou "Oie, não gostamos, tchau".

Às vezes, o que nos mata, nem é a recusa em sim. Mas sim o tempo. Uma, duas, três recusas tudo bem, sempre haverá outra editora para mandar. Mas o tempo? Não, não... Tempo você não acha no bolso ou compra. Não, você perde tempo. Você fica ansiosa antes mesmo de mandar o manuscrito. E quando manda, aaah, é guerra contra o relógio. A primeira noite você nem dorme. Você fica acordada a noite inteira pensando se eles já estão lendo, se estão gostando, como está a coisa! A primeira semana é só ansiedade, o primeiro mês também. Mas aí vai passando e você começa a ficar puta. Você percebe que eles não estão ligando para o que você sente.

E não, eles não ligam. Não estão nem aí pra nenhuma das suas merdas de problemas.

E no fim, eles simplesmente, em caso negativo, mandam um e-mail e você se pergunta se eles são humanos dotados de alguma emoção. É bem isso. Eu sei bem porque tive amigos que passaram e passam por isso. Amigos que choraram comigo porque as editoras que recusaram não tiveram um pingo de humanidade no coração.

Sim, eu vou falar mal de todas as editoras que eu puder, se elas agem assim com os autores.

Eu pensei muito antes de mandar Vermilion para a Editora Arielli, muito mesmo. Eu não estava planejando mandar para alguma editora tão cedo, mas eu vi o que eles fazem pelo Twitter. Como eles são gente boa, se importam com os autores. Eles interagem, conversam com você, batem um papo super divertido. E simples assim, depois de três ou quatro dias, a Nessie me ligou, nos conversamos e eu fechei. Vermilion será publicado. Pronto.

Eu digo, a Editora Arielli tem toda a minha adoração por simplesmente interagir com o autor e não signorá-lo por completo. Então, eu tiro meu chapéu e calcinha. Parabéns, Editora Arielli, vocês são o exemplo que toda editora nacional e internacional deveria seguir.

Dito.