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fevereiro 23, 2011

Desistência vs Persistência

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É fácil, você já desistiu de algo? Já esteve tão na pior que desistir foi a única saída? Já teve vontade de largar tudo, jogar as mãos para o alto e gritar "Você venceu, Murphy"? Já ficou pensando, encarando a parede por horas com apenas uma frase rodando em sua mente? Vale a pena todo o meu sacrifício?

Algumas vezes sim, outras não, simples assim. 

Algumas vezes dá certo e outras não. 

Mas o meu ponto é desistência e persistência. Tudo bem desistir, tudo bem. Você não é fraco, você não teve forças, você não suportou. Está tudo bem, se você desistir, você é você e eles são eles. A sua dor é só sua. Você não é pior que ninguém por isso. Você persistiu? Ótimo, parabéns. Você conseguiu o que queria? Você mereceu, parabéns, sério. 

Ou você desiste ou você continua. Simples. Por isso eu vou falar de uma pessoa que teve vários motivos para desistir, mas ela persistiu.

Você já ouviu falar da Patrícia Camargo, autora da Saga Evanescente. Se você faz parte do submundo literário, você já ouviu falar. A Pat começou como qualquer um de nós: Ela teve uma idéia e escreveu essa idéia. Foi fundo, gastou horas e mais horas, perdeu noites pensando no que fazer, qual o final, e eu tenho certeza que ela deixou de prestar atenção em algumas aulas. Mas ela foi fundo, ela persistiu, terminou. Assim surgiu Rubro, Lótus, Ônix, Paládio e O Último Conto. Assim surgiu a Saga Evanescente. 

Porque, apesar de todos os fatores, o não de algumas editoras, a sacanagem de autores, e a má conduta de outras editoras, a Patrícia Camargo continuou. E ela terá o seu sonho realizado. Rubro será publicado pela Arielli Editora no primeiro semestre de 2012. Sem piadinhas infames, monstros. 

Por isso eu resolvi perguntar cinco coisas para essa rondoniense. Cinco coisas que várias pessoas querem saber, fora a cor da calcinha que ela está usando agora (Se está, claro).Porque a dona Patrícia Camargo é um puta exemplo de persistência.

Post Mortem Blues: Conte para mim e meus leitores fantasmas, como foi o primeiro momento em que você soube que a Arielli iria publicar Rubro?
Patrícia Camargo: Normal. Eu não surtei, não chorei... Acho que até agora estou em choque. Não despertei ainda. Só vou acreditar quando ele estiver em minhas mãos. (Risos).

Post Mortem Blues: Você tem outros projetos, de acordo com a quantidade de comunidades no orkut. Algum deles está concluído, você pensa em mandar algum para a Arielli ou outra editora?
Patrícia Camargo: Eu criei uma amizade muito especial com a Arielli inteira. Alguns escirtores preferem se lançar no mercado numa editora pequena, e se promoverem numa maior. Eu acredito em continuar até o fim com aquela que acreditou em mim pela primeira vez. Se a Arielli me quiser.

Post Mortem Blues: Quais os seus planos para a Saga Evanescente? Os nomes serão mantidos, os termos, os personagens? A Web terá muita diferença do livro? Como será?
Patrícia Camargo: Então, eu alterei alguns sobrenomes, acertei características soltas de alguns personagens, tracei uma narrativa melhor. Acho que essas são as principais diferenças. E outra, que alguns vão gostar, outros odiar, mas é surpresa.

Post Mortem Blues: Quem te inspirou a escrever Rubro e suas continuações? Da onde surgiu a idéia?
Patrícia Camargo: Eu tinha lido sobre vampiros pela primeira vez no livro do Bernard Cornwell. Óbvio, eu sabia que eles existiam, dormiam em caixões, corriam de alho... Mas Bernard me deixou curiosa. Noite Eterna veio, e me conquistou. Sempre digo que Rubro é um grande prólogo, porque é meigo e inocente. Diferente de suas continuações.

Post Mortem Blues: A quem você agradece? Eu sei que foi duro colocar Rubro numa editora, e teve pessoas que ajudaram e pessoas que só atrapalharam, pode ser uma lista bíblica, tudo bem, só queremos saber quem você decida essa vitória.
Patrícia Camargo: Pode mesmo? Primeiro minha mamãe, que nunca acreditou que isso daria certo. Suas negativas me fizeram batalhar ainda mais para dar certo! Tem a minha Máfia linda, Íris, minha beta. Pamella, Sheron, Deeeh... Minhas ex-mafiosas Aline, Josy, Paah. As autoras mais divas do mundo Kamile Girão, Ren Deville, e A. P. Ribeiro. Meus leitores fantasmas! Pessoal dos bastidores da Arielli, Nessie, Dan, Carol! E uma pessoa que me deu um Não na primeira vez que eu pensei em publicar Rubro, e me fez crescer ainda mais, depois de chorar rios de lágrimas. Se não fosse por essa pessoa, que é melhor não citar o nome, Rubro não seria Rubro. Seria para sempre uma tímida web novela feita por uma garotinha do interior do país. Ele sabe que é ele, e isso basta.


Então é isso. Você pode achar a Saga Evanescente aqui na Comunidade, onde há um tópico com todos os links possíveis. 
Até o próximo funeral.

janeiro 23, 2011

Decepções Literárias, #2 NAN e Bloqueio

Monstros, monstros, onde vocês estão? 

Aparentemente, de acordo com a quantidade de comentários, os únicos posts desse blog que prestam são os que falam de literatura. Fazer o quê? É de interesse, faz sentido, afinal, diários não vendem, certo? Enfim, só por isso, vou piorar. Vou falar das decepções literárias. 

Sabe aqueles livros ou comunidade de livros que você vê por aí, e pensa "Uau, talvez gastar meu tempo lendo isso pode valer a pena!". É, eu sei que você faz isso, eu faço. Eu pego um livro por aí, acho a sinopse interessante, e se for publicado, não tiver traduzido no Brasil, eu pego o e-book. Se não for publicado, eu acho um jeito de arrumar o e-book assim mesmo, porque eu sou foda, né?

Aí eu leio, dependendo do livro, leva dois dias, ou uma semana, porque né. E no fim, eu geralmente fico "Eu gastei cinco dias da minha vida lendo essa porra?"

É decepcionante. Principalmente quando se trata de autores nacionais. Você está lá, invisível, acompanhando o progresso da coisa e no fim, vira merda. Principalmente nesses livros do orkut, sabe? Na comunidade, alguns poucos são gerados de plágios de mangás ou outros livros estrangeiros. Eu vou aconselhar alguém? Não, se vira, porra, você fez a merda, agora lide com ela. Eu vou dar exemplos? Não, se o autor de um desses 'plágios' ler esse post, que eu duvido, saberá que isso foi para ele. 

Não vou nem comentar sobre o plágio de tópicos. A Pat de Rubro tá sentindo na pele isso.

Mas os 'plagios' não são os únicos. Há a falta de criatividade e má escrita. Exemplo? Mandy Porto. Quem leu o prólog e/ou o livro Sussurros de uma garota apaixonada sabe do que eu estou falando. Eu não gosto da Meg Cabot e a maneira que ela escreve, mas plágio da Cabot? Mandy ur doing it right.

E tem também os que você lê porque tem criaturas que você  gosta e o gênero é legal, mas você simplesmente pára num ponto e empaca. Exemplo? The Burns. É, eu disse! E daí? Eu não sou a maior fã de The Burns, e estou pouco me lixando se é companheiro de editora, eu não sou paga para dizer doces. Não, nem sou paga, aliás. E também não sou sincera, eu falo a 'minha' realidade e, de vez em quando, a de outros. Acontece que, antes da autora de The Burns deletar o tópico de textos da comunidade do livro, eu li. Até certo ponto, claro, capítulo nove, se não me engano e empaquei lá. Não consegui sair, simplesmente parei lá. Claro que a história, de acordo com a autora, não estava revisada (Eu percebi isso, aliás) e não era a que ela mandaria para as editoras. 

Mas não gostei, não. Pode acontecer de pegar o livro publicado (Se eu comprar, claro)  conseguir ler e no final gostar. Pode acontecer, é tão provável quanto eu desenvolver câncer de pulmão ou laringe como conseqüencia do cigarro daqui a alguns anos. Claro, claro. Pode acontecer. 

E os autores internacionais? Livros que são publicados aqui e fazem o maior sucesso?  As minhas decepções? Cabot, Meyer, as Cast. L. J. Smith, a autor de Imortais da Intrínseca, a de Morganville Vampires, Vampire Kisses, Storm Lords, e uns outros que eu não me lembro agora.

Agora deixando os NAN e das decepções literárias de lado, eu gostaria de falar de algo que te aflingiu, ou irá um dia: Bloqueio. 

Bloqueio é quando você não conseque continuar. Você está parado num ponto da tua história e simplesmente olha para ela e fica "Como eu vou sair desse inferno?" É bem assim, quem teve, sabe a verdade que eu digo. Quem terá... Prepare-se, se fodeu. Dependendo do seu bloqueio, você pode ficar de dias a meses encarando o Word com cara de cu. 

Eu não digo que eu tenho bloqueio o tempo todo, acontece que eu sou preguiçosa e acabo deixando meus projetos de lado.

Mas de qualquer forma, antes de soltar a cadela nos comentários, lembre-se que eu tenho todo o direito a uma opnião, assim como você. 

Da sua diva e semeadora da discórdia.

janeiro 12, 2011

Vermilion

Hell, yeah. 

Eu disse no post dos NAN que eu também era uma. E aí vai a prova: Vermilion.

Vermilion é o meu debut book, por assim dizer, meu livro de estréia. Só meu, então Elas Escrevem e Histórias Liliputianas não contam, pois apenas um conto em cada é meu. Então voltamos para o lindo vermelho. Eu não gosto de dizer que eu escrevi Vermilion e sim que ele se escreveu sozinho. Ele não é um livro sobre uma história só. São vários contos e vários poemas que eu selecionei minuciosamente, juntei e formei o Meus Mortos. 

Sim, Meus Mortos, esse era o nome original. Meus textos porque eles são mortos, então meus mortinhos.Eu sempre achei que meus textos eram mortos, sabe? Eles são bonitinhos 'por fora', mas por dentro são uma merda. Daí "Meus Mortos".

Eu estava tão focada na idéia de mortos, meus mortos, que a primeira imagem de Vermilion é uma mão saindo saindo do chão. Claro que essa idéia, levemente modificada, sempre foi a minha idéia para a capa, se um dia eu chegasse a lançar. Sinceramente, eu ainda espero que a capa tenha algo a ver com essa idéia, mas eu não sou filha da puta de pedir demais, enfim. 

Voltando a Vermilion. 

São 33 poemas, e acho que 19 contos. Há alguns nanocontos espalhados, mas são poucos. Bem, poucos perto dos que eu escrevi. Mas o que eu queria dizer é: Eu já escolhi o conto para postar para vocês. O conto se chama Poses Mortas e Violentas, e está na parte sobrenatural do livro. Ou seja, sim, vampiros. Ele foi escrito ano passado para um concurso literário. No fim não deu certo e cá está ele.


Ah é isso, quem quiser adicionar Vermilion no Skoob, à vontade. Está sem sinopse, mas acho que hoje resolvo esse problema.

Da sua diva e semeadora da discórdia preferida.