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maio 11, 2011

Eu continuo nada bem

Eu nunca fui fã de poemas. Tem gente que vai me perguntar "Sério?" e eu vou responder que sim. Nunca foi a minha paixão. Por incrível que pareça, eu, uma pessoa com mais de 140 poemas escritos nunca fui fã deles. Eu sei, mas é. O poema é algo tão pessoal. Eu leio um, entendo de uma forma, meu professor entende de outra forma, minha amiga de outra. É extremamente pessoal. É algo do poeta, é um pedaço. 

Há dois anos eu escrevi um poema chamado O Beco. Com ele eu resolvi criar uma série, uma trilogia, de três poemas que falam de algo tão presente em nossas vidas, tão sempre lá... Os obstáculos. Um Beco sem saída. um Poço sem fim, a Pedra no seu caminho. Três obstáculos. 

Depois de umas semanas, eu consegui criar O Poço, o segundo poema. E eu o amei, o amei demais. Eu o amei mais que O Beco. Então dois anos se passaram sem que eu conseguisse escrever o último poema, A Pedra. Não saia de jeito nenhum! Era como se eu estivesse com bloqueio poético só para esse poema. Mas há umas duas semanas, eu peguei o arquivo no bloco de notas e comecei a escrever. E aí saiu A Pedra, o meu bebê, minha menininha linda. Eu escrevi muitos poemas, mas na minha opinião, esse é um dos melhores. Dos que eu mais amo. 

Eu vou postar A Pedra aqui, porque eu acho que a mensagem que ela passa, é a mensagem que todo mundo deveria ler, parar e pensar, e agir. Passar, porque mesmo no fim, com a pedra lá, a única pessoa que vai tirá-la do meio do seu caminho é você mesmo. 

A Pedra

Parada, ela continua ali, apenas observando
E não se importa com mais ninguém
Porque se alguém a nota, ela se fortifica
Ela é a Pedra, nada mais.

Ela se mete em meu caminho e acaba com os sonhos
De uma pessoa que já não os possui
Mas a Dor não importa, não a ela.
Porque ela é a Pedra, nada mais.

Quando eu olho para a frente, lá está ela.
Solitária, mas tenebrosa. Imóvel, mas cruel.
Porque é ela, pessoa amada,
A Pedra é meu capataz.

Mas por que, deveria eu, continuar quando
Eu sei que ela está lá, e não sozinha
E sim com suas amigas,
As Pedras infernais? Jamais.

Caminhar numa estrada vazia e avistá-la lá.
Um incômodo constante, maldita e cruel Pedra.

Caminhar, seguir em frente até ela aparecer.
Dar passos para trás? Mudar o curso da rota? Oh, a Pedra.

Eu posso correr ou posso voar,
Mas sempre haverá uma maldita no caminho
Ou uma mão a atirar
A merda da Pedra, e nada mais.

É como se eu pudesse vê-la em puro prazer,
Mostrar-me os dentes, a alegria de me ver parar.
Eu pergunto se ela poderia sair do meu caminho.
A Pedra sorri e diz "Jamais".

Eu só vejo a Pedra, para sem se importar com a minha dor.
Ela ri da minha tristeza, de meu sofrimento e continua em meu caminho.
E no fim do dia, eu só tenho a mim para culpar.
A Pedra é minha e nada mais.

Mas por que, não poderia eu, simplesmente apanhá-la?
Por que continuo eu dando tanta importância a ela?
Ela cabe na palma da mão, é leve, a dor é maior.
A Pedra é tua, minha não mais.

A mesma mão que a joga é a que acaricia.
A minha mão que a pega, é a que se livra dela.

Enterre a Pedra no passado, esqueça, mas não perdoe.
Segure o seu medo, e ria comigo, pois somos idiotas.

A Pedra me encara quando eu a pego e grita com raiva.
Ela não entende que eu sou maior, que a força sou eu.
Ela parece não perceber que a vida é minha.

A Pedra só quer a minha dor.
O Beco me magoou demais.
O Poço não me destruirá jamais.
A Pedra não me incomodará nunca mais.

Eu sinceramente espeço que mais alguém tire um proveito do poema, e faça como ele disse. Livre-se da Pedra você mesmo. 

maio 06, 2011

Não está nada bem

É engraçado. Quando algo muito foda acontece e nós sofremos, há um desejo interior de que o mundo pare e sofra conosco ou nos console. Se eu não recuperar o que eu perdi hoje, eu vou querer que todo mundo fique na mesma merda que eu, porque sou humana. Sou egoísta. E quero que tudo seja justo. Mas nem tudo é assim. É uma merda. Eu quero que a minha ignorância seja entendida, hoje é o meu dia. É o meu dia de estar na pior, de me trancar no quarto, no escuro e chorar até não poder mais. É o meu e outras milhares de pessoas. Mas não é pecado eu me colocar em primeiro lugar. Não, não é

Hoje sou eu. Amanhã eu me preocupo com o resto do mundo.

abril 10, 2011

Desastres ~ #1 Eu sou toda errada

Saudações aos unicórnios. Se você não é um, cai fora. Aqui é só elite unicorniana. 

Eu sou um desastre ambulante. As coisas não costumam funcionar direito perto de mim ou simplesmente funcionar. Simples e fácil assim. Às vezes é como se eu emitisse um pulso elétrico similar ao da bomba atômica, mas sem a grande destruição em massa. Eu sou meio que uma bomba sem o "kabum".

Já faz um tempo que eu queria criar essa categoria aqui no Post Mortem Blues, a Eu sou toda errada. Eu não gosto de enfatizar as minhas qualidades, já que o que realmente importa são os nossos defeitos. Na maioria das situações, você faz algo 'certo' e não é elogiado ou reconhecido. Mas se você 'erra', as pedras virão aos montes. É assim que é. Então eis o motivo para o "Eu sou toda errada", meus defeitos.

Mas voltando ao título: Eu sou um desastre. 

As coisas funcionam mal perto de mim, elas quebram, queimam. Alguém lembra do velho VHS? Então, a irmã da minha madrasta, a tia Rosa, tinha um. Eu queimei. Não sei como, mas eu consegui. Eu destrui o freezer da minha mãe uma vez. Ele se tornou inútil em apenas um minuto. Unicórnios, nunca tentem tirar algo grudado no gelo com um garfo. Você tende a acertar um ponto que não é para ser atingido e aí começar a vazar um gás bizarro e você se desesperar achando que é Monóxido de Carbono.

Eu também já consegui quebrar uma batedeira e um liquidificador. No mesmo dia. Na verdade, em menos de duas horas. Aliás, não foi bem quebrar, foi mais queimar mesmo. Sem chance de recuperação. 

Hoje eu meio que queimei algo muito importante aqui em casa: a banheira. Essa coisa foi caro, muito caro. E instalar também. Legal que quando ela ficou de putaria comigo, o computador e a minha linda TV também resolveram dar a bunda e tudo desligou. Tive cinco filhos na hora. Liguei para a @Mah_Sessa para saber o que fazer, né? 

Depois consegui ligar para minha mãe e fui ligar uma  chave do inferno no poste. Agora está tudo bem, estou banhada e com muito medo da porra da banheira. Mas é a vida, não? Você erra, erra, erra, erra, erra, erra, acerta e aprende a se virar.